O processo
Três semanas entre o barro e a mesa
Nada aqui é produzido em série. Cada peça passa por seis etapas, e entre a primeira e a última costumam se passar três semanas — o tempo que o barro leva para virar cerâmica.
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01
O barro
Cada peça começa como uma massa crua que precisa ser sovada até não sobrar bolha nenhuma. Uma bolha de ar esquecida vira uma peça rachada na queima — três semanas de trabalho perdidas no último dia.
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02
A forma
Torno e modelagem à mão. É aqui que a peça ganha a espessura, a curva da alça, o pé. Duas peças da mesma família saem parecidas, nunca idênticas: a mão não repete medida como uma máquina repete.
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03
A secagem
Dias de espera à sombra, virando a peça para que ela perca água por igual. Apressar essa etapa é o jeito mais fácil de rachar a peça.
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04
A primeira queima
A biscoito, por volta de 900 °C. A peça sai porosa e opaca, pronta para receber o esmalte.
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05
O esmalte
Aplicado à mão, camada por camada. É a etapa mais imprevisível: a mesma cor muda de tom conforme a espessura, e o resultado só aparece depois do forno.
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06
A segunda queima
Alta temperatura, acima de 1200 °C. O esmalte vitrifica e a peça vira cerâmica de verdade: dura, impermeável, boa para uso diário. É também quando algumas peças se perdem — e isso faz parte.
Por que nenhuma vem igual
A espessura do esmalte muda o tom. A posição no forno muda a queima. A mão muda a curva. Uma peça de cerâmica feita à mão carrega o registro de tudo isso — e é isso que separa uma peça de um produto.
Pequenas diferenças de tom, textura e medida não são defeito. São a assinatura.